Esse conto não é muito comum de se ouvir
É de um gato, de rua, vagabundo e negro
Ele do nada apareceu, como quem nada queria
E aquela sonhadora não quis dar importância
Mas deu e sonhou e amou
E amou no instante mesmo que seu olhar encontrou o mistério do outro olhar
E tudo aconteceu ...e se permitiu correr na chuva, no mar, na areia, a sair de bar em bar, música, violão e voz
E como todo conto , o conto acaba. Mas esse ainda não acabou...
Mas a menina já ensaia a despedida como quem ensaia uma dança
Livre, espontânea onde o que guia são os passos do gato negro
Mostrando o ser que há nela...que também pertence a rua
E ela pensa que jamais esquecerá aquele sorriso
E toda a forma de dançar do gato
E como sonhadora que és
Sonha também em um dia reviver um conto

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